Viradouro levará para a Sapucaí imagem da Virgem de Guadalupe, padroeira do México
Feb 13th
Depois de o Tribunal de Justiça do Rio ter derrubado a lei que proibia imagens sacras nos desfiles das escolas de samba, a Unidos do Viradouro modificou parte de uma de suas alegorias e levará para a avenida uma representação da Virgem de Guadalupe, padroeira do México, país que é enredo da agremiação. De acordo com um dos carnavalescos da vermelha e branca, Júnior Schall, inicialmente a escultura retrataria uma devota da santa. Mas foi remodelada imediatamente após a mudança na legislação.
- Toda escola de samba também tem uma função social. Uma das missões da Viradouro este ano é transmitir um pouco da cultura mexicana. E a Virgem de Guadalupe faz parte disso – disse Schall.
Em 2007, ele fazia parte da equipe do carnavalesco Paulo Barros, na mesma Viradouro, proibida de apresentar um carro sobre o holocausto de judeus, por força de uma liminar da Justiça. Este ano, ele espera não enfrentar problemas parecidos. E diz que não vai violar o regulamento da Liga das Escolas de Samba (Liesa), que recomenda às agremiações não vilipendiar objetos ou cultos relogiosos, com base numa lei federal.
A escultura da Virgem de Guadalupe virá no último carro da Viradouro, sobre a fé. Na mesma alegoria se apresenta a velha guarda da escola.
Historia Viradouro
Feb 4th
Compositores: Heraldo Faria, Flavinho Machado, Edu, Rafael e Floriano
Intérprete: David do Pandeiro
A Viradouro pede axé
Caô Xangô, Yansã Ialodé
Vira-Bahia, pura energia
Explode num canto de fé
Quando Orum se encontra com Ayê
Óh! Mãe-Pátria! Salve a sabedoria
Eu quero caminhar com a natureza
Me ensina a desvendar toda essa riqueza
Recebo do seu chão a energia
E bate bem forte o tambor
Nas ruas de São Salvador
Conduz os meus passos, Senhor do Bonfim
Olorum mandou cuidar do seu jardim
E disse mais, vai buscar na mata
No bio-combustível a nossa proteção
Filha do sertão no tabuleiro
Dendê, meu dengo, óleo de cheiro
Um dia Oxalá iluminou
Tocou no coração da nossa gente
O acordo do bem se faz oração
O mar não pode invadir o meu sertão
Sopra um ventos nos canaviais
Brota a doce esperança de paz
Na força do trabalho dessa gente
Do bagaço nasce um tesouro
O lixo se veste de luxo, reluz em ouro
A água deixa o céu e se abraça com o chão
Renova a energia sob a bençãos de um trovão
Vermelho e branco, que paixão
Samba viradouro 2010
Feb 4th
‘México, o paraíso das cores, sob o signo do sol!’
Samba enredo Viradouro
Compositores do Samba-Enredo Floriano do Caranguejo; Sacadura Cabral; Gustavo da Marbela Brilhou o quinto sol, o povo se manifesta Sopra um “Vento mestiço”, uma avenida em festa Traz o gênio que ilumina a canção As cores que dão forma à “criação” Chegou o áureo tempo de reviver A história, o alvorecer, de uma nação guerreira Os templos sagrados vão resplandecer Palácios bordados irão renascer Obras de uma “Vida inteira” Um dia sangra o chão, desejo do invasor Sofri na traição do opressor Chegam piratas, joias se vão Olhos “ Vidrados” em busca do ouro Pro fundo do mar vai a ambição Ninguém vai levar o meu tesouro Meu sangue eu entrego à terra, à liberdade “O grito”, vai raiar o sonho de felicidade! A fé que desata os nós une a gente de novo Caudilhos guerreiros se abraçam ao povo Ouve-se a voz da revolução São dias pra guardar no coração Eu vi a força da arte popular E com meus versos “colori” o azul do mar Ao sabor do tempero, receitas pra dar e vender Vi a cidade maior se render à magia de uma paixão A dor da saudade vou festejar, é tradição Hoje eu peço a sua bênção, senhora do meu coração! Arriba Viradouro! Uma tequila pra comemorar Um lenço vermelho, sombrero na mão O México em cores vou cantar!